Por Viviane |
terça-feira, 8 de maio de 2012 |
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William James, filósofo americano, aconselhou uma vez:
“Comece a ser agora aquilo que será futuramente.”
Alguém pode perguntar: Como?
Nosso guia mais profundo em nosso “começar a ser” é a imaginação, nossa capacidade de projetar e moldar nossos eus a partir da miríade de possibilidades à nossa frente. Imaginar requer coragem e esforço. Nos dá esperança de que podemos inventar nossos próprios destinos de que nossas decisões de agora repercutirão no futuro. Por mais que o mundo possa nos oprimir devemos extrair esperança dele, da beleza, da promessa do simples fato de que temos o talento para imaginar nosso futuro eu de todas as vidas que passam diante de nossos olhos. Devemos imaginar nossas vidas bem. Devemos empregar nossa consciência. A consciência é a voz suprema, a natureza e o coração dos homens.
(Life Before Her Eyes)
Marcadores: Cinema, Frases, Livros, Pensamentos
Por Viviane |
segunda-feira, 7 de maio de 2012 |
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Pra não perder o foco: momento indignação do dia:
Li esta notícia e já foi o bastante:
PALHAÇADA! Ao invés de tirar o acento de "idéia" e a trema, acho que o governo deveria se preocupar mais com as palavras erradas que os "estudantes" estão escrevendo, exemplo: "voçê" "conheçe" "simplismenti" "vou viaja" "pra mim fazer" “eu vir isso” e o mais gritante, as confusões com as conjugações de verbos confundindo o pretérito com o futuro, exemplo: a pessoa que dizer que CURTIRAM sua foto e dizem "curtirão!" sua foto.
E o pior, dão espaço antes da pontuação e confundem sinais claros como exclamação com interrogação, exemplo:
O correto é: Que dia lindo! e aí escrevem "que dia lindo ?" além da letra minúscula mesmo no início da frase. Vergonha, vergonha, vergonha.
Quando eu fiz faculdade de Letras tinha gente lá que nunca tinha ouvido falar em Oscar Wilde, Edgar Allan Poe, Bucowski, Goethe, Pablo Neruda, Homero, Dante Alighieri, J. D. Salinger, Gabriel Garcia Márquez, Aldous Huxley, Ernest Hemingway, Mark Twain, Dostoievski e tantos outros autores maravilhosos! A lista é imensa, não dá pra citar todos.
E pra minha surpresa, quando visitei a biblioteca da faculdade, descobri que a minha coleção de livros era (e ainda é) bem maior que a de lá. Principalmente de literatura brasileira que ninguém dá valor. Mestres como Machado de Assis, Augusto dos Anjos, Ariano Suassuna, Carlos Drummond de Andrade, José de Alencar, Cecília Meireles, Mário Quintana, Casimiro de Abreu e tantos outros caíram no esquecimento dos estudantes.
E olha que eu nem tinha feito a campanha de biblioteca comunitária ainda! Eu já tinha mais de 500 livros na minha casa naquela época, todos comprados ao longo dos anos diretamente das editoras. Lembro que eu recebia catálogos pelo correio na época em que não existia internet aqui no Brasil e sempre comprava livros.
Quando passo um mês sem comprar ou ler um livro eu sinto como se faltasse um pedaço de mim, e tem gente que nunca leu um livro na vida, quando muito, leu porque a professora obrigou a ler porque tinha que fazer prova, mas se o livro virou filme é mais fácil ainda, os estudantes assistem ao filme e fica por isso mesmo.
Indignação é o que sinto neste momento.
Como disse Machado de Assis em Memórias Póstumas de Brás Cubas:
"Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado de nossa miséria."
Acho que essa frase resume tudo.
Sem mais.
Viviane Lopes (Ao copiar mencione minha autoria)
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Por Viviane |
sexta-feira, 4 de maio de 2012 |
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Diz a lenda que Rui Barbosa, ao chegar em casa, ouviu um barulho
estranho vindo do seu quintal.
Chegando lá, constatou haver um ladrão tentando levar seus patos de criação. Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com seus amados patos, disse-lhe:
- Oh, bucéfalo anácrono! Não o interpelo pelo valor intrínseco dos
bípedes palmípedes, mas sim pelo ato vil e sorrateiro de profanares o
recôndido da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa.
Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da
minha elevada prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengala fosfórica bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à qüinquagésima potência que o vulgo denomina nada.
E o ladrão, confuso, diz:
- Doutor, eu levo ou deixo os patos?
(texto de Rui Barbosa)
Marcadores: Pensamentos, Rui Barbosa
Por Viviane |
quinta-feira, 3 de maio de 2012 |
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O marido, ao chegar em casa, no final da noite, diz à mulher que já estava deitada:
- Querida, eu quero amá-la.
A mulher, que estava dormindo, com a voz embolada, responde:
- A mala... Ah, não sei onde está, não! Use a mochila que está no maleiro do quarto de visitas.
- Não é isso, querida! Hoje vou amar-te.
- Por mim, você pode ir até Júpiter, Saturno ou até mesmo à puta que o pariu, desde que me deixe dormir em paz...
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